Vídeo: como largar o vício de pensar

Este é mais um vídeo interessante de Eckhart Tolle.

 

 

 

Outro vídeo do mesmo autor: O poder do agora. Meditação contemplativa.
http://caminhonobre.com.br/2011/07/14/video-o-poder-do-agora-meditacao-contemplativa/

Para entender um pouco melhor a importância destas paradas do pensamento do ponto de vista espiritual sugiro este texto:

 

Para evoluir é necessário reencontrar a autenticidade do próprio espírito
http://www.nascervariasvezes.com/2011/09/regressao-e-o-reencontro-com.html

 

 

Uma breve explicação psicológica sobre o tema: nosso cérebro funciona ligando os pensamentos. Quando você, por exemplo, encontra um amigo de infância, várias lembranças começam a aflorar. Uma lembrança ajuda outra lembrança e assim por diante. Este padrão no qual um pensamento desencadeia o seguinte que é considerado pelo autor do vídeo como um vício.

Se você ficar o dia inteiro andando de um lado para o outro ficará cansado, esgotado. É exatamente isto que você faz com sua mente. Por isto, pessoas que pouco fazem ficam tão cansadas – a mente está a mil. Isto gera muito stress negativo.

Quebrar a cadeia sequencial de pensamentos, mesmo que seja por poucos segundos, gera descanso e satisfação. Ajuda a gerar paz interior.

 

 

Somos nós que construímos nosso sofrimento.

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Leia também:

 

Lista com todas as mentalizações do Blog Caminho Nobre http://caminhonobre.com.br/mentalizacoes/

 

Estimulando a Felicidade http://caminhonobre.com.br/2013/04/24/estimulando-a-felicidade/

 

Gerando boas vibrações para dinamizar a vida http://caminhonobre.com.br/2012/03/01/boas-vibracoes/

 

Corrigir erros, método certeiro para fortalecer a mente e ampliar a consciência http://caminhonobre.com.br/2011/12/18/corrigir-erros/

 

Lei da Oferta e exercícios para se desidentificar do ego http://caminhonobre.com.br/2011/07/02/lei-da-oferta-e-exercicios-para-se-desidentificar-do-ego/

 

O lugar das perdas em uma vida boa http://caminhonobre.com.br/2011/05/24/o-lugar-das-perdas-em-uma-vida-boa/

 

Vergonha – como superar este sentimento quase inútil no adulto? (o fator mínimo) http://caminhonobre.com.br/2011/04/29/vergonha-como-superar-este-sentimento-quase-inutil-no-adulto-o-fator-minimo/

 

O Ego precisa de certezas http://caminhonobre.com.br/2010/05/12/o-ego-precisa-de-certezas/

 

 

 

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A única venda que este blog indica são os livros do seu autor, Regis Mesquita. Todavia, entendo que o WordPress, que hospeda gratuitamente este blog, tem que ter seus próprios meios de sobrevivência.

 

 

Estimulando a Felicidade

 

Sintonize sua felicidade. Estimule-a e viva melhor.

 

 

Regis Mesquita

 

 

Felicidade não é um sentimento. Os sentimentos podem estar presentes na felicidade,  principalmente a alegria. Nela cabem até sentimentos como o medo e a tristeza.  Porque a felicidade é um “estado de espírito”. Um “estado de espírito” é  uma vivência interna que se mantém no tempo e pode persistir mesmo que existam oscilações momentâneas.

 

Traduzindo: a felicidade se mantém mesmo que a uma pessoa esteja sob a mira de um revolver. Naquele momento ela terá medo, angústia e insegurança. Tão logo passe a situação traumática, o que se impõe em sua mente é o estado de espírito da felicidade.

 

Esta característica da felicidade existe porque a mente humana consegue produzir sentimentos, sensações e percepções que permanecem e independem da realidade externa.

 

Para simplificar a explicação peço que você leia os escritos da figura inicial deste artigo.

 

A pessoa diz: “eu quero felicidade”. Eu é o ego. Quero é desejo. Felicidade é um estado mental.

 

A felicidade é um estado que sempre existe dentro das pessoas. Em algumas pessoas é grande e em outras, pequeno. Ela pode ser cultivada e estimulada. Mas, que fique claro, é um estado da mente que já existe dentro da pessoa. Por isto, algumas pessoas dizem que você tem que se sintonizar com a felicidade.

 

O ego pode ajudar a criar condições que facilitem este sintonizar. Através da razão, da lógica, da organização, do planejamento, o ego pode criar condições de vida eficientes que favoreçam a percepção dos conteúdos internos da mente. É “dentro” da mente que são produzidos a felicidade e outros estados mentais. Um exemplo da importância do ego: imagine um agricultor que semeia a terra fora da época correta. Talvez passe fome e desenvolva culpa por ver os filhos sofrendo. Tudo isto conturbará sua mente, dificultando a percepção da sua realidade interna mais básica.

 

O menino que não sabe ser feliz (desejos criando sofrimentos)

Pessoas que sofrem por causa da mente reativa

Eu estava no paraíso e não sabia

 

Apesar da felicidade ser um estado interno, é mais fácil de ser estimulada e sintonizada quando existem melhores condições. O ego, portanto, pode ser facilitador desta conquista. Ou pode ser um dificultador. O ego passa a atrapalhar quando se torna tão dominante que as pessoas têm pouco contato com os conteúdos internos que brotam da mente. Neste caso, a vida fica tremendamente limitada e sem rumo. Boa parte do rumo que o ser humano deve dar à sua vida está presente na sua mente, pois foi planejado e organizado no plano espiritual. Este planejamento aparece sob a forma de sensações, interesses, vocações, intuições, sentimentos e outros,  que brotam do “fundo da alma”. Não precisam ser estimulados, brotam “sem muito porque e nem motivo” (na realidade há o porquê e o motivo, mas a pessoa o ignora). Observação: se você estimular estes conteúdos e estados mentais, eles ficam mais presentes e firmes.

 

Resumindo: o ego tem um importante papel, que é ajudar a ter vida eficiente, organizada e planejada.

 

A função do ego é prática. Ele permite, por exemplo, que a pessoa aprenda matemática muito bem. Ao estudar matemática, a pessoa abre mão de estudar história grega (por exemplo). O ego é um redutor. Para funcionar, ele precisa reduzir. Para reduzir ele gera tensão e exclusão. Pessoas muito ligadas ao ego são pessoas que tendem a ter muito stress e muita tensão. Isto é o oposto da felicidade que é expansão, desapego e fluidez. Um dos segredos para manter a sintonia com a felicidade é tirar a dominância do ego (ele deve ser forte para cumprir seu papel e humilde para se submeter à mente total).

 

Pode-se aprender e treinar o ego para deixar de ser dominante. Pode-se superar os traumas, as dúvidas e as inseguranças que ajudam a tornar o ego dominante. Há muito que fazer para “colocar o ego em seu devido lugar”.

 

Na figura existe uma segunda complicação: o desejo – “eu quero”.  Para que serve o desejo? O desejo é uma projeção no futuro, uma motivação para a ação. É uma grande conquista humana, quando usado com muita precaução. Um adolescente pode dizer: quero ser advogado. Com este desejo, ele orientará suas ações para atingir este objetivo. O problema começa quando as pessoas tornam-se máquinas que não param de desejar. Isto conturba a mente e dificulta a percepção da realidade interna. Também cria problemas, gera perda de energia, angústia, complicações, desavenças, etc. Outro problema é que o desejo constante desfoca a pessoa do presente. Torna mais difícil dar intensidade à vida e praticamente impossibilita o usufruto do que existe e do que se é. Estas condições, que o desejo constante atrapalha, são grandes facilitadoras da sintonização com a felicidade.

 

Resumindo: o desejo deve ser pouco, eventual e bem direcionado.

 

Na figura, após colocar o ego no seu lugar e se desligar do desejo, sobra a felicidade. Na realidade, este é o começo do desenvolvimento pessoal para conquistar uma mente clara que permita manter a felicidade mesmo em situações negativas.

 

Entrar no estado de espírito de felicidade não depende de fatores externos, apesar de ser muito melhor se os fatores externos forem melhores. Observe esta situação vivida por muitas pessoas: se uma pessoa ama outra e não é correspondida, ela pode não sofrer ou sofrer menos se desenvolveu a serenidade e o desapego. Conquistar estas qualidades é muito mais fácil quando se está longe da dominância do ego e não há desejos múltiplos conturbando a mente. A felicidade é, portanto, uma “plataforma” em cima da qual qualidades nobres podem ser desenvolvidas com mais facilidade. Todos nascem para evoluir.

 

A evolução pode ser algo simples, como o fluir de um rio em uma planície. Ou um ato muito complexo, como um rio cheio de corredeiras e perigos (sofrimentos). Quem está excessivamente apegado ao ego terá que sofrer para desenvolver as qualidades mais nobres da vida (o sofrimento serve para quebrar momentaneamente a dominância do ego). O ego é fundamental na conquista de algumas habilidades como, por exemplo, a disciplina. Por outro lado, ele é péssimo para gerar desapego ou benevolência. Qualidades mais nobres são melhor desenvolvidas quando são usados outros recursos da mente que vão além do ego. O sofrimento, ao quebrar as barreiras do ego, facilita a emersão (temporária) de conteúdos internos sutis e nobres que a mente produz constantemente.

 

A felicidade, e não só a felicidade, é produzida dentro da nossa mente. Podemos desenvolvê-la, podemos estimulá-la, podemos aprender a sintonizar com ela. Tirar a dominância do ego e desestimular os desejos são dois recursos muito importantes para atingir este estado de espírito. Além destes recursos existem outros. Aqui no blog Caminho Nobre você encontra dezenas de dicas e técnicas para estimular sua mente.

 

A vida de cada um pode ser mais bela, saudável e evoluída quando sintonizada com o estado de espírito chamado felicidade. Viver é uma arte, viver com sensibilidade para o que emana do nosso interior é mais importante ainda. Grande parte das pessoas desenvolve sensibilidade para o que é negativo. Enquanto isto, as experiências mais nobres ficam isoladas e desvitalizadas em algum canto da mente.

 

Por fim, quem tem depressão sabe muito bem que a mente produz estados mentais “sem motivo” externo. Ela também produz felicidade e outros tantos estados mentais.

 

 

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Viva simples, mas viva Intensamente

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Para a consciência seguir a lógica do espírito é preciso treinamento

Evolução é caminhar do complexo para o simples e do difícil para o fácil

Aprendendo a viver a vida – o homem que descobriu seu caminho para a vida plena

A felicidade é conseqüência do poder interno e não do sucesso externo

 

 

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 Você merece saber que pode mudar e acabar com seu sofrimento.

 

 

 

 

O primeiro passo para mudar a realidade é mudar você mesmo

 

respire fundo e comece a mudar sua própria vida

Regis Mesquita

 

Uma mulher rezou durante anos para seu marido alcoólatra mudar. Sua fé foi tão grande que somente desistiu depois de 20 anos.

 

“Que Deus é este que permite o sofrimento de quem só faz o bem?” Este foi seu pensamento nos momentos finais de sua fé.

 

Seu raciocínio era simples: se o marido mudasse, ela viveria melhor.

 

Outra mulher rezou muito pedindo força e sabedoria para se transformar. Ela tinha um marido alcoólatra e sofria com isto.

 

Ela decidiu lutar para manter a família unida, mas sabia que para conseguir seu intento deveria aprender a não ser infeliz.

 

Esta outra mulher assumiu a responsabilidade de sua vida e de sua felicidade. Ao longo dos anos foi ganhando força, amadurecendo, aprendendo e desenvolvendo várias habilidades.

 

Ao invés de me preocupar, irei ofertar

 

Sou o responsável pela minha vida

 

Aceitar viver a vida intensamente

 

O marido continuou alcoólatra, mas ela estava cada vez mais evoluída. Tão evoluída que pouco sofria com o marido que tinha. Seus filhos tiveram nela o exemplo e a orientação sensata para crescerem sadios e trabalhadores.

 

Ela manteve sua fé. Seu pensamento era assim: “eu me ajudei, Deus me ajudou e juntos ajudamos minha família”.

 

Duas mulheres que partiram da mesma situação. Dois resultados muito diferentes.

 

Uma buscou culpados. A solução não vem dela, e sim de Deus e do marido. Ela não evoluiu, ficou do mesmo jeito por longos anos. Não enfrentou suas dificuldades, nem suas limitações e defeitos. Ela, assim como o marido, ficou paralisada.

 

A outra buscou a verdade: “todos têm que evoluir, vou assumir a responsabilidade pela minha vida e minha felicidade”. “Se eu evoluir em áreas nas quais nunca evoluí serei mais completa e, portanto, mais capaz de gerar minha felicidade”.

 

A evolução exige aprendizado. Aprendizado exige movimento, experimentação e descoberta. É por isto que amar é um verbo.

 

Observe esta pequena poesia escrita por mim:

 

“Enquanto o amor pulsar, algo bom acontecerá. Pois amar é verbo e verbo gera ação.

Enquanto houver amor haverá atitudes, haverá braços estendidos e sorrisos abertos.

Enquanto houver amor a destruição será contida. Pois onde o amor impera sempre haverá o renascer.

Amor é movimento, é o ideal para quem evolui, aprende e amadurece”.

Regis Mesquita

 

Ao abrir mão de evoluir, a primeira mulher paralisou o Fluxo da Vida. Desta forma, ela matou o renascer, o desabrochar, a descoberta e a emersão de uma vida de paz, realização e equilíbrio.

 

Regra um: o primeiro passo para mudar a realidade é mudar você mesmo. Se prepare para ser melhor e poder ofertar mais.

 

Regra dois: tente não depender de ninguém e nem de nada quando for produzir o bem e gerar virtudes.

 

Regra três: se possível trabalhe em equipe. Se não for possível escolha seguir o caminho que irá gerar os melhores frutos para o espírito que você é.

 

Regra quatro: respire fundo! Abandone os julgamentos e tenha bem estar!

 

 

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Leia: mensagens espirituais inspiradas nos ensinamentos do livro Nascer Várias Vezes

 

 

conhecer livro  nascer

Nascer Várias Vezes

 

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Mentalização: ótima opção para descansar a mente e sair do negativismo

 

Mente clara, a mente que abraça o amor

 

 

 

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Benevolência ajuda a desenvolver o bem estar e a paz

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Mentalização para a maior de todas as vitórias

 

regras simples

 

 

Eu posso me sentir frustrado.

Eu posso me sentir em risco.

Eu posso perder porque criei uma vida onde sempre irei ganhar mais.

Uma vida com eficiência, com amor, com boa vontade, com gratidão.

 

De cada vinte sementes que brotarem,

Três não produzirão o que é bom.

 

Não focarei o que perdi.

Não desistirei de construir coisas boas porque algumas vezes o resultado não será bom.

Eu abro meu coração, ao invés de fechar

Eu relaxo meu corpo, ao invés de contrair.

Eu me entrego para a verdade de que terei contrariedades e terei decepções.

Aceitarei que o ato de construir gera riscos e consequências.

 

Me focarei em conseguir mais do que é bom, mais do que é belo, mais do que é saudável.

Eu aceito, para seguir mais leve!

Eu agradeço, para não perder o foco verdadeiro.

 

Eu aceito as contrariedades.

Obrigado!

Eu aceito as dificuldades.

Obrigado!

Eu relaxo!

Eu me entrego!

Eu aceito!

 

Faço assim porque busco o ganho com desapego.

Este é o maior de todos os poderes.

Esta é a maior de todas as vitórias.

 

 

Regis Mesquita

[Mentalização 25, do blog Caminho Nobre]

 

 

Ninguém que é ativo, realizador e dinâmico consegue ter uma vida somente de vitórias e sucessos. Este é um sonho desnecessário e impossível. Tornar-se eficiente e guiar-se pelos sentimentos mais nobres, torna-o altamente capaz de ter a imensa maioria de conquistas e realizações. Mas, jamais atingirá 100%. Aliás, a Bíblia nos ensina que não somente é impossível; é também ruim. As perdas ensinam e ajudam a desenvolver habilidades que podem ser mais facilmente desenvolvidas na derrota. As perdas geram equilíbrio e geram novas oportunidades. Você pôde notar este fato quando se decepcionou com um amigo e acabou se abrindo para cultivar novas amizades.

 

 

conhecer livro  nascer

 

 

A história de Jó (Bíblia católica)

 

“Em Hus, terra da Arábia, vivia um homem chamado Jó, reto, justo, temente a Deus e afastado do mal. Tinha 7 filhos e 3 filhas; possuía grandes rebanhos de ovelhas, camelos, bois e jumentos, além de muitos criados. Era homem muito considerado em todo o Oriente”.

 

(Deus experimentou-o. Seus filhos morreram, seus rebanhos foram roubados, seus bens destruídos)

 

“Então Jó levantou-se, rasgou as vestes e, raspada a cabeça, prostrou-se por terra e adorou o Senhor, dizendo: “O Senhor deu, o Senhor tirou. Como foi do agrado do Senhor, assim se sucedeu. Bendito seja o nome do Senhor!”. Jó não pecou em nenhuma destas coisas, nem pronunciou nenhuma palavra insensata contra Deus.

 

(Depois ficou leproso)

 

“Dizia-lhe a mulher: ” Ainda estás firme na tua piedade?”. Ele respondia: “Falas como mulher insensata. Se recebemos os bens da mão de Deus, por que não receberemos também os males?”.

 

Alguns amigos de Jó ousaram afirmar que Deus o castigava por causa dos seus pecados. Mas Jó disse: “Ainda que Deus me matasse, confiaria sempre nele. Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia ressurgirei da terra; serei novamente revestido do meu corpo e na minha carne verei o meu Deus. Sim, eu mesmo o verei e os meus olhos o hão de contemplá-lo. Esta esperança repousa no meu coração”.

 

(No fim da história, Deus restituiu em dobro de tudo que ele possuía.)

 

Comentário:

 

A história de Jó é fantástica. Ajuda muitos pastores a tirar dinheiro dos fiéis. Ajuda muitos padres a mandarem as pessoas terem paciência e ficarem quietinhas enquanto sofrem. É o uso menos nobre do tema.

 

O exagero da situação realça dois importantes temas: a confiança e a não perda de tempo com a revolta. Deus tira, Deus dá. Uma visão mágica da realidade, que demonstra que ninguém controla tudo o que acontece na sua própria vida. Aqui no blog Caminho Nobre nós buscamos o conhecimento racional e a experiência nobre. Ou seja, buscamos o que podemos fazer por nós mesmos.

 

 

Jó não ficou revoltado e nem deixou de confiar. Com isto ele focou no presente e no futuro. Como diz o ditado: “ficou mais leve para seguir viagem”. O texto começa dizendo que ele era eficiente. Após as desgraças, ele decidiu continuar eficiente. Ele aprendeu com as perdas, mas manteve o que tinha de bom. Ele ficou melhor, por isto pode “ressurgir das cinzas”.

 

A confiança diz respeito a este fenômeno: quanto mais eficiente, quanto mais qualidades e habilidades, mais fácil superar perdas. É mais fácil recomeçar pequenos e grandes desafios quando temos qualidades para serem usadas. (O foco ETERNO do ser humano é evoluir, aprender, desenvolver – A  evolução espiritual é facilitada quando se tem a COMPLETUDE).

 

Para quem reproduz as escolhas de Jó haverá paz em meio à tempestade, haverá novas oportunidades a cada crise, haverá novas conquistas a cada perda. Mas, para isto é NECESSÁRIO TREINAR A MENTE e desenvolver qualidades no dia-a-dia.

 

 

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Sou o responsável pela minha vida

 

É preciso ser forte para ser humilde

 

O esforço mínimo está em fazer bem feito

 

Mitos da vida moderna: eu me acomodei, isto não é bom

 

 

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sofrimento inutil

Aceitação: tempo para aprender com as situações da vida

 

evoluir

 

A menina tinha medo de inseto e borboleta. Um dos últimos lugares que ela entraria tranquila seria em um borboletário. Mas, foi exatamente isto que ela fez. Ela não sabia que haveria centenas de borboletas voando ao seu redor. Por isto, quando ela se deu conta da proximidade, já era tarde.

 

O medo e a insegurança roubaram dela todas as memórias agradáveis do passeio e transformaram seus momentos em pura tensão. Normalmente, ela sairia correndo de dentro do borboletário, com o “coração a mil”. Naquele dia foi diferente.

 

Havia uma situação nova: estar dentro de um borboletário. Existia uma situação antiga: medo de borboleta. A situação nova estava sendo dominada pela antiga. As pessoas agem assim a maior parte do tempo. Elas usam aprendizados e condicionamentos antigos para se distanciarem do presente. Distância: ela estava feliz e alegre com o passeio; com o medo, ela esqueceu esta parte de sua vida e focou somente o medo.

 

As pessoas estão muito acostumadas a usarem parte da mente para se distanciarem da situação nova que é o presente. Nem percebem o que fazem, nem sabem muito bem o que é viver no presente. O aprendizado novo surge das experiências do presente, é com ele que podemos superar medos, traumas, ideias erradas ou incompletas, inseguranças, etc. Temos mais oportunidades de aprender com a vida se vivermos no presente.

 

Viver o presente significa, entre outras coisas, viver a contradição de nossa mente. A menina queria sair correndo, mas resolveu ficar. Ela ficou, mesmo sentindo medo e insegura. Ao mesmo tempo ela se focou em outro objetivo: estou aqui, aqui vou ficar para aprender. Dentro dela existiam duas polaridades fortes (medo/fugir e ficar/aprender). Poderiam ser três lados ou mais. O presente é assim: sempre estimula vários lados de nossa mente ao mesmo tempo.

 

Em nossa mente sempre existem vários lados. Um “lado” quer emagrecer, mas outro quer comer. Um é preguiçoso e o outro quer fazer exercício. São algumas das divisões mais comuns das pessoas. Quando há o “viver no presente” estes lados podem se expressar ao mesmo tempo na mente.

 

Esta foi a escolha da criança. Ela aceitou sentir medo. Ela aceitou experimentar ficar dentro do local focando na beleza das borboletas, no vôo delas e no risco que sua mente lhe dizia que existia. A todo momento perguntava para o pai: “elas não vão me machucar, não é?” O apoio do pai foi fundamental. Com seu estímulo ela se manteve vivendo no presente.

 

É importante afirmar que em nenhum momento ela se refugiou em pensamentos. Nem nos negativos e nem nos positivos. Os dois são ruins, dificultam viver no presente. O pai poderia ter dito algo motivador e enganador: “você é forte e poderosa, nada vai te vencer”. Por um momento ela fugiria da realidade e ficaria mais aliviada. Mas, logo a auto-enganação perderia sua força.

 

O pai disse: “sinta o medo, mas também veja a beleza delas”. Disse também: “observe como o medo para te dificulta ver o que é belo e legal”. O pai simplesmente transformava em palavras o que estava acontecendo no momento.

 

Viver no presente transforma a mente das pessoas. A aceitação é passo necessário. É a aceitação que permite focar no presente sem reduzir a realidade. Eu aceito que tenho medo, aceito que as borboletas são lindas, aceito que as que quero viver o medo e apreciar as borboletas, aceito que é assim que posso aprender algo, aceito que é assim que fortaleço minha mente, aceito que posso viver tudo isto ao mesmo tempo.

 

A aceitação é uma forma de ampliar a experiência da vida. Foi o que a menina fez: ela manteve o medo e também a experiência de estar observando-as de perto. Fez duas coisas ao invés de uma: fugir. E o principal: aprendeu com a experiência vivida.

 

O objetivo da vida é a evolução. Para evoluir é necessário aprender e experimentar – isto acontece mais intensamente quando vivemos no presente. Uma das perguntas que devemos sempre nos fazer em cada situação é: o que devo escolher para poder aprender algo? Fugir não ensinaria nada. Ficar poderia ensinar. A garota escolheu a possibilidade de aprender algo. Ela escolheu o melhor para ela e para sua evolução.

 

Gerando boas vibrações para dinamizar a vida

 

O lugar das perdas em uma vida boa

 

Se ela saísse correndo, em 10 segundos poderia ter deixado o local. Com a aceitação ela teve mais de 10 minutos para experimentar ficar lá, observando e interagindo com as borboletas. A aceitação significa mais tempo para aprender. Um pai descobriu que a filha estava grávida. Viveu ao mesmo tempo a raiva, a tristeza e o amor. O neto nasceu e ele ajudou a criá-lo. Sua avaliação após vários meses foi que ele havia mudado muito depois da gravidez da filha. Esta mudança foi facilitada porque ele aceitou a situação e vivenciou raiva, tristeza e amor ao mesmo tempo.

 

Um pai cujo filho era homossexual disse que jamais aceitaria e que lutaria para tirá-lo desta situação. Ele confundia aceitar com concordar ou desistir do filho. Aceitar não é concordar e nem abandonar. Aceitar é viver a realidade de modo completo. O filho era homossexual, o pai sofria por não gostar da opção sexual; ao mesmo tempo amava o filho, era seu amigo, tinha orgulho dele em outras áreas da vida. Aceitar é igual a dizer que o pai não precisava destruir tudo por causa da sexualidade. E foi o que aconteceu: ele continuou não gostando da opção sexual e voltou a conviver próximo do filho. Quanto mais o amava e era amigo do filho mais lhe doía a escolha do filho. Pai e filho teriam mais tempo para processar as experiências da vida. Mas, o carinho entre eles foi recuperado.

 

Aceitação é uma postura interior que pode ser comparada com um silêncio. Uma das suas qualidades está descrita no conto abaixo.

 

“Perguntaram a um sábio: cite uma das mais importantes habilidades que você desenvolveu para alcançar a felicidade.

 

Ele respondeu: antes de cada atitude eu silencio minha mente. Nestes momentos de silêncio interior, eu esqueço toda a lógica que me obrigava a tomar aquela atitude. Quando retorno é comum descobrir que nada do que iria fazer tinha real importância ou me faria bem.

 

O sábio ensinou que não podemos ficar escravos de nossas cadeias de pensamentos e sentimentos. Nossas imaturidades, condicionamentos, vícios e má avaliações nos levam a construir uma vida com muito menos satisfação, eficiência e realização”.

 

A aceitação é como este silêncio interior. Aos poucos, as cadeias de pensamentos e sentimentos vão se enfraquecendo, permitindo a transformação da pessoa. O começo do processo é viver todos os “lados da mente”, o final é o enfraquecimento deles e a transformação pessoal.

 

Depois de 10 minutos observando as borboletas e conversando com seu pai, a menina começou a expressar outras áreas da mente. Ela ficou encantada, interessada, motivada, energizada; eram sintomas exteriores de mudanças interiores. Ela não seria mais a mesma. Ela aprendeu a gerar o novo dentro dela. Este modelo existe para todos; permitir que da contradição apareça o novo e o aprendizado. Junto do aprendizado vem a mudança que emana do interior de cada um. 

 

Este modelo de transformação é usado por todos, algumas vezes. Quase sempre usam-no de modo inconsciente, sem saber o que realmente estão fazendo e o que dá certo ou não. Agora, você pode usá-lo com consciência.

 

Aproveite as dicas do texto, use-as para praticar. A prática é o mais importante.

 

 

 

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Dica de estudo: os textos do blog Caminho Nobre devem ser lidos pelo menos 3 vezes. Mais vale ler várias vezes um texto, do que ler rapidamente vários textos. O aprendizado e o entendimento acontecem à medida que você estuda e memoriza os ensinamentos. Depois, pratique-os com perseverança.

 

 

Para ter o melhor aproveitamento, leia várias vezes cada texto do Blog Caminho Nobre.

 

 

 mentalizacao 3

 

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Ao invés de me preocupar, irei ofertar

 

método para se preocupar menos

 

 

Mentalize estas frases nos momentos em que sua mente se ocupar em se preocupar.

 

 

Minha mente está viciada em simulações,

por isto se ocupa em se preocupar.

Reconheço que a simulação não resolve e nem constrói.

Não mais me ocuparei com o que destrói meu presente.

Serei simples.

Serei cuidadoso comigo.

Não mais preencherei minha mente com simulação.

Focarei o que de nobre posso fazer aqui e agora.

Minha mente criará ações nobres e reais.

O mundo continuará seu caminho,

sem minhas simulações e com minhas ações nobres.

Terei carinho para comigo.

Cuidarei de mim e de cada momento de minha vida.

Assumo agora a responsabilidade por cuidar de mim,

evitarei as simulações mentais que produzem as preocupações.

Terei carinho por mim, esta é a minha decisão!

 

 

Regis Mesquita

[Mentalização 24, do blog Caminho Nobre]

 

 

Com esta mentalização você fixa na sua mente que as preocupações são apenas uma faceta do vício de ocupar a mente com simulações. Simulações de conversa, situações, desejos, etc. Esta mente ocupada com simulações produz as preocupações. A mente ocupada não percebe o tempo passar rápido e as ações reais e nobres são adiadas ou desprezadas.

O maior efeito da mente que vive simulando é gerar ansiedade, angústia e pensamentos negativos. Por isto, esta forma de usar a mente é uma auto-sabotagem e falta de cuidado para consigo mesmo.

Saiba mais sobre as mentalizações, clique aqui.

 

 

Livro é o único presente capaz de mudar a vida de uma pessoa.

 

 

  Conheça o livro que pode mudar sua vida:

 

Nascer Várias Vezes  http://www.nascervariasvezes.com/

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