Sobre como os desejos produzem a maldade

 

Que a paz caminhe para dentro do meu coração e que a gratidão me ajude a agarrá-la com firmeza. Sou o responsável pelo que se fortalece em mim. Regis Mesquita Mentalização 19 do Blog Caminho Nobre

 

 

Um dos objetivos do blog Caminho Nobre é usar SITUAÇÕES DO COTIDIANO para explicar conceitos chaves da vida humana.

 

Abaixo segue uma explicação sobre como os desejos se transformam grandes geradores de maldades.

 

Ao ler o texto abaixo peço que lembrem que vivemos em uma sociedade consumista, na qual os desejos possuem grande poder. Lembrem também do aumento generalizado da agressividade e do egocentrismo disseminado por todo o planeta.

 

Joana queria muito um peixe.

Seus pais queriam vê-la feliz.

Compraram o peixe.

Eles queriam realizar o desejo da filha. Ela queria ter um peixe.

Ninguém queria cuidar decentemente do peixe.

Onde existe tanto querer, tanto desejo, alguém vai sofrer.

 

Joana ficou muito feliz com seu peixinho.

Depois de algumas horas esqueceu-se dele.

Ela passou a desejar outro brinquedo.

Os pais olharam para o peixe e tiveram muita vontade de sumir com ele.

 

 

O peixinho ficou isolado em um canto.

Desprezado pela Joana, sentindo as suas condições de sobrevivência piorar.

Ele podia ser feliz e bem cuidado.

Estava sozinho, caminhando para a morte precoce.

A Joana agora desejava outras coisas.

Os pais não queriam mais trabalho (desejos geram trabalho).

Para cuidar bem do peixe teriam que aprender a tratar, comprar equipamentos e todos os dias ter o trabalho de mantê-lo com conforto e bem-estar.

 

 

Um desejo, para não ser a origem da maldade, gera trabalho e esforço por um longo período.

Este esforço direcionado é a oportunidade de aprendizado.

Por exemplo: aprender a cuidar de um peixe com respeito pela sua vida e bem-estar.

É a oportunidade de exercitar o amor, a disciplina e expandir o conhecimento.

Por um longo período o peixinho seria parte da família.

Bem cuidado, respeitado e valorizado.

Se o desejo refluir e der espaço para o esforço, aprendizado e dedicação, nenhuma semente do mal irá germinar.

Mas, se o desejo continuar mandando na mente da garotinha a maldade irá espalhar.

 

 

Ao invés de ampliar seus desejos, amplie sua consciência

 

A quietude da mente gera paz e serenidade

 

Serei um aproveitador de tudo que há em mim

 

 

Os desejos são positivos apenas quando são poucos.

O oposto do desejo é o usufruto do aqui e agora.

O aproveitar o que é e o que possui.

O desejo é o desperdício. É o desprezo pelo que é real.

 

 

O desejo eventual ajuda a ter metas (vamos ter um peixe).

Estas metas somente se concretizam ao longo do tempo (cuidar do peixe por meses e anos).

A mente deve se manter no objetivo; aprender e desenvolver habilidades para atingir o objetivo.

Mas, se a mente continua a desejar e a criar outros focos (metas), ela passa a se boicotar.

Um desejo vem, e logo é substituído por outro.

Joana e seus pais substituíram o desejo pelo peixinho por outro objetivo qualquer.

Desprezaram a conquista, desprezaram o objetivo.

Maltrataram o peixe.

Joana aprendeu a ser cruel, impulsiva e com pouco usufruto.

 

 

Um dia ela cresceu e seus pais se perguntaram onde foi que erraram.

Eles acreditavam que deram tudo do melhor para ela.

Mas, na realidade, eles transformaram sua filha numa máquina de desejos.

Ela se boicotava, por isto estava sempre buscando algo e esquecendo-se de usufruir o que possuía e o que era.

Ao longo dos anos muita maldade aconteceu.

Porque a mente que muito deseja gera maldade, mesmo que não perceba.

O amor gera continuidade, permanência.

A maldade destrói, e abre espaço para mais e mais desejos.

 

 

Alguns dias depois o peixinho morreu.

Os pais ficaram aliviados.

A garotinha nem notou.

Estava ocupadíssima com alguma novidade que seu desejo exigiu.

Novidade que logo ficaria velha, esquecida e desprezada.

Esta novidade ( pessoa, animal ou objeto) também será desprezada, esquecida, maltratada.

Desejar continuamente é sempre espalhar a maldade.

 

Autor: Regis Mesquita

Contato e terapia: regismesquita@hotmail.com

 

 

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Cada vez que o forte impede uma maldade ele se fortalece mais.

 

 

 

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4 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Luzia Dias Roos
    jan 18, 2014 @ 19:11:42

    Esta e a realidade de quase todas as pessoas mimadas ou filhos(as) unicas, infelismente vejo isso com frequencia.

    Responder

  2. Trackback: O paradigma da montanha russa explica o porquê da sua pouca satisfação com a vida | Caminho Nobre
  3. Márcio campos
    nov 27, 2017 @ 17:25:14

    Regis Mesquita, texto muito importante. Também vou ler seu livro a espiritualidade no dia a dia.
    Que Deus continue te iluminando.

    Responder

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