Usufruir a vida. O que, de verdade, significa isso?

 

A distância impede um beijo ou um abraço, mas nunca impede um sentimento.

 

 

Pessoas iludidas pensam assim:

Você quer aproveitar a vida? Quero, sim senhor. Você quer curtir a vida? Quero, sim senhor. O que é curtir a vida? É fazer o que se quer. É ser feliz. É conseguir tudo o que se deseja.

 

Se você leu o parágrafo acima e se identificou com ele é melhor pensar seriamente no que você tem feito com a sua vida.  Pois este conjunto de pensamentos leva a maior parte das pessoas ao sofrimento. Mesmo quem é feliz diminui sua felicidade com aqueles pensamentos SIMULADORES.

 


A pessoa quer, a pessoa deseja, a pessoa sonha. Tem um escritor que diz: nunca pare de sonhar. Ele faz literatura para pessoas simuladoras. Vende milhões de livros.  Meus livros vendem menos, vendem milhares de exemplares, pois são livros recomendados para quem não é dirigido por pensamentos de simulação (mente reativa). Os simuladores são maioria. À medida que as pessoas forem se espiritualizando aumentará o número de pessoas com a Mente Neutra, não simuladoras.

 

Vou explicar.

 

A vida baseada no desejo ou no “sonhar” é uma vida extremamente restrita. Por exemplo, uma pessoa tem o desejo de passar as férias em Cancun. Economiza dinheiro e vai. Atinge o seu objetivo e parte para outro desejo. Pula de desejo em desejo, sempre simulando na sua mente como vai ser bom (no futuro) conseguir o que se quer. Mesmo quando não atinge o objetivo (a maioria das vezes) continua pulando para outros desejos.

 

A mente é muito rápida e muito capaz. Ela é capaz de abrigar dezenas de desejos ao mesmo tempo. Estes desejos enchem a mente da pessoa com pensamentos que quase nunca se transformam em ações. Mas, sempre se transformam em tensão e perda de foco.

 

A mente que acredita que curtir a vida é fazer o que se quer, possui uma quantidade enorme de desejos. Ela está sempre desejando como PODERIA SER. A mente cheia de desejos fica cansada e desgastada. “Sonhar” e desejar dão muito trabalho e custa tempo.

 

É bom a pessoa ter um ou dois desejos. Ajuda a pessoa a ter direção em sua vida. Mas, tudo fica pior quando a mente vira uma máquina de desejar.

 

Desejo é o que poderia ser, mas não é. O que realmente existe é o presente. O que é real está no presente. O que podemos usufruir é o que está no presente. Portanto, usufruir a vida é viver no presente, aproveitando o que existe no presente.

 

Viver no presente aproveitando o quê?

  • Aproveitando as oportunidades para gerar o bem, o eficiente e desenvolver as habilidades/qualidades pessoais.

 

Uma adolescente fez balé nos últimos 10 anos de sua vida. Fez porque sonhava em ser uma bailarina. Ela escolheu ter aulas, baseada em seu desejo. Cada aula era o momento de usufruir: aprender, para depois ofertar sua dança. Ofertar dança é igual a ser bailarina. O usufruto da aula pressupõe o esforço e atenção para aprender cada movimento – aproveitar o presente. Somente desta forma poderia adquirir habilidades e ser eficiente.

 

Observe: usufruir sempre possui dois momentos: o momento presente e a continuidade no futuro. O presente: a adolescente aproveita a aula e aprende muito. O futuro: ela sabe dançar bem e continua dançando ao se tornar bailarina. Ela aproveita o presente e cria condições para CONTINUAR aproveitando no futuro.

 

Esta adolescente, porém, era uma máquina de desejo. Não conseguia ficar no presente, não conseguia usufruir na hora da aula. Sua mente gerava novos desejos que a desviava do presente e da conquista das habilidades da dança. Com isto ela tornou-se uma bailarina medíocre, que pouco podia ofertar. A realidade ruim era compensada por uma mente que simulava uma realidade baseada em desejos.

 

A adolescente sempre fazia o que queria. Ela queria ter aula e tinha aula. Durante a aula ela ocupava seu tempo com outros desejos. Ela não parou de desejar e, por isto, não aproveitou a oportunidade para aprender a dançar MUITO BEM. Ela sabotou seu desejo inicial de ser bailarina porque continuou sempre desejando.

 

Um casal comentava sua rotina. Acordar bem cedo, ir trabalhar, voltar para casa, cuidar dos afazeres, assistir televisão até chegar o sono e dormir. Ao serem questionados sobre o que era mais importante na vida, eles responderam: a família, a amizade, o amor, o companheirismo. Acontece que na vida deles não havia quase nenhum espaço para o que era mais importante. O tempo era gasto com tudo, menos em cultivar o amor e os sentimentos mais nobres. O resultado: eles diziam que a rotina desgastava o amor. A verdade: eles não usufruíam um do outro. Eles construíram uma família porque queriam estar sempre juntos. Depois ESQUECERAM o motivo da união e passaram a desejar outras coisas. Cultivar e usufruir o amor passou a ser simulado na mente, mas não praticado na realidade.

 

 

Não esqueça: a superação das dificuldades de hoje é que te preparará para enfrentar e curtir o futuro. Regis Mesquita

 

 

O padrão que devemos ter é:

  • escolha gera usufruto que gera desenvolvimento de habilidades/qualidades, do bem e do eficiente. Tudo isto continua no futuro.

 

Este desenvolvimento promoverá na vida das pessoas o DINAMISMO POSITIVO: mais disciplina, mais boa vontade, mais alegria, mais tesão, mais disposição, mais serviço ao próximo, mais habilidade, mais aprendizado, mais satisfação – uma positividade reforça a outra, renovando sempre as conquistas.

 

Duas qualidades importantes: ser coerente e não esquecer.

 

O casal deste texto desperdiçaram a oportunidade de ampliar e aprofundar o amor. Não foram coerentes com a opção de estarem juntos para poderem viver mais intensamente o amor. Mudaram o foco, desviaram a atenção. A proposta inicial de um ser o centro da vida do outro foi esquecida. Outros desejos surgiram que ocuparam o centro do interesse deles.

 

O resultado: não cultivaram o amor, nem o carinho, e aos poucos foram se distanciando. Não geraram o bem, nem o eficiente, nem desenvolveram qualidades ou habilidades. Ficaram num vazio de pouca satisfação. Esta mente pouco satisfeita é facilmente “capturada” por simulações mentais. Esqueceram de usufruir a vida real, portanto foram para a simulação mental (eles falam do amor, mas não praticam o amor). Agora, vazios, são presas fáceis de frases estéreis que lhes motivam a continuar simulando.

 

Todos os momentos da vida merecem ser usufruídos. Eles existem, são reais. Neles estão presentes todas as potencialidades de nossa vida. Podemos escolher entre uma vida dominada pelo usufruto (ação) ou pela simulação. Desenvolver nossos potenciais com eficiência pressupõe ação, mas não é qualquer ação; pressupõe o usufruto do que é real e ser coerente com os valores mais nobres que queremos cultivar.

 

Quanto mais a dedicação e o usufruto estiverem direcionados para os valores mais nobres que queremos cultivar, melhor será o resultado.  O casal terá que trabalhar. Mas, ao chegarem em casa devem priorizar o amor e estarem realmente juntos. Muitas das atividades serão as mesmas, mas haverá mais interação entre eles. O resultado virá na forma de vitalidade, ampliação do amor, desenvolvimento de habilidades e qualidades, geração do bem e do eficiente.

 

Esta é a melhor forma de evoluir espiritualmente, fortalecer e educar a mente.

 

Resumindo tudo:

Pare de correr atrás de tudo (desejar). Pare e aproveite o que existe e está acontecendo neste momento.  SE SUBMETA À REALIDADE para realmente aproveitar a vida. Este aproveitar terá maior força e eficácia se estiver relacionado aos valores e projetos mais nobres da vida. As maiores e melhores evoluções de cada um surgirão desta prática. Alguém duvida que um casal que pratica o amor, o diálogo e o contato corporal gerará melhores resultados do que o casal que gasta seu tempo com outras opções e lota a mente de querer (desejos)?

 

Coloque em prática o que aprendeu:

“Na verdade, todos nascem com suas próprias dificuldades.
É preciso superá-las, uma a uma. É possível superá-las!
O primeiro passo é valorizar tudo de bom que você tem hoje.
O segundo passo é usufruir tudo de bom que você tem hoje.
Somente no terceiro passo você decidirá a sua meta de mudança.
Mudar é matar uma parte sua para que outra possa desabrochar.”

Reflexão baseada nos ensinamentos do livro “A Espiritualidade no Dia a Dia”: comece a ler agora

 

Autor: Regis Mesquita

Contato e Terapia: regismesquita@hotmail.com

 

 

Livros do Autor Regis Mesquita

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Pensamentos:

 

  • O primeiro passo para embelezar sua vida é a valorização. O segundo é cuidar. O terceiro é curtir e usufruir. O quarto será ter autocontrole para que teus desejos não produzam dentro de você a desvalorização e o desprezo. (Regis Mesquita)

 

  • Sem receber mais nada, podemos ir muito longe em nossa evolução espiritual. Você precisa apenas aproveitar o que já existe e usufruir das oportunidades. Você recebe muito e aproveita pouco; é esta verdade que falta para você se focar no presente, no que é nobre e experimentar uma vida de amor, justiça e compaixão. O resultado é o aprendizado. (Regis Mesquita)

 

 

Você produz amor o tempo inteiro, aprenda a identificá-lo em todos os momentos da vida. Regis Mesquita Opção Pelo Amor

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Dica de estudo:

 

os textos do blog Caminho Nobre devem ser lidos pelo menos QUATRO vezes.

Mais vale ler várias vezes um texto, do que ler rapidamente vários textos.

Os melhores aprendizados sempre ocorrem a partir da segunda leitura.

Na terceira e quarta leituras você memoriza os ensinamentos.

Depois, pratique-os com perseverança.

 

 

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4 Comentários (+adicionar seu?)

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  2. Trackback: O paradigma da montanha russa explica o porquê da sua pouca satisfação com a vida | Caminho Nobre
  3. Gustavo
    mar 26, 2015 @ 06:03:16

    Muito bom, estava precisando entender o que signfiicava aproveitar a vida..

    Responder

  4. MAGDALÂNIA CAUBY FRANÇA
    out 13, 2016 @ 12:57:46

    Aproveitar tudo que tenho e desejar menos esse é o segredo! Grata pela mensagem!

    Responder

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