O paradigma da montanha russa explica o porquê da sua pouca satisfação com a vida

 

montanha russa

 

Todos os anos dezenas de milhões de pessoas buscam prazer brincando na “montanha russa”.

Quanto mais radical, mais emoção. Como se dá esta emoção?

A pessoa entra na montanha russa e tem medo.

O medo provoca uma descarga de adrenalina que produz vários sintomas físicos e mentais.

Entre os sintomas mentais estão (preste atenção, porque voltaremos a eles no final do texto):

Focalização da mente (ela fica com a atenção totalmente focada na situação)

Presentificação (ela está totalmente no presente, ela “esquece” do tudo o mais. Não está com a mente dividida.)

Sair da fantasia alienante e acomodação no que é real. A vida fica mais rica, pois há uma maior intensidade nos estímulos. Diz-se que a mente “acordou”, saiu do estado semi-consciente.

Usufruto do que é real. Por sair da fantasia e focar a realidade, ele passa a usufruir com mais intensidade o que existe. A pessoa passa a ser um aproveitador da realidade.

 

 

A adrenalina é um hormônio de sobrevivência. Frente ao perigo/negativo ela prepara o indivíduo para agir (lutar ou fugir).

Se você leva susto, sente medo, está recheado de pensamentos negativos, é bem provável que você esteja estressado e esteja liberando mais adrenalina do que quem está calmo e em paz.

Na montanha russa você se coloca propositalmente em uma situação inicialmente negativa.

Quando termina a brincadeira aparecem sensações de vitória, poder e prazer (uma das maiores montanhas russas dos EUA vende camisetas com a estampa: sobrevivi à xxx (nome da montanha russa).

Estas sensações de vitória, poder e prazer aparecem porque o corpo libera outras substâncias, os opioides.

A recompensa por ter “sobrevivido” é a descarga de opioides que geram prazer e relaxamento.

Observe: primeiro gera-se o desconforto do stress, do medo e da insegurança.

Nestas condições o instinto de sobrevivência é ativado.

A recompensa por ter entrado em tal estado negativo (stress) é o alívio, que as vezes é seguido da calma e do relaxamento.

Existe um grande contraste, pois para ter prazer primeiro vai para o negativo e depois sobe para o positivo, neutro ou para o menos negativo.

Esta é a forma mais comum da mente reativa funcionar:

Ela produz repetidamente o negativo, para ter o prazer de voltar para o neutro, positivo ou um negativo menor.

Exemplo: primeiro a pessoa se coloca no menos sete. A recompensa que conquista é o alívio, o que faz subir para o menos dois, ou zero ou mais um. Este contraste gera prazer.

É O ALÍVIO REGENDO A VIDA DAS PESSOAS.

 

Sou uma fonte aberta que deve fluir

 

Cuidado com a divisão da mente. Método para expandir sua consciência.

 

Desocupe sua mente e tenha paz

 

Sobre como os desejos produzem a maldade

 

Resumindo: a mente reativa vive de produzir o negativo para então diminuir ou sair deste negativo. É o CONTRASTE gerado pelo alívio que gera o prazer. No caso da montanha russa existem várias qualidades mentais que são despertadas e que amplificam o prazer além da simples recompensa/alívio.

 

A descarga de adrenalina é como “um tapa na cara” que faz a mente da pessoa acordar; sair da alienação, sair do automático e entrar no real. Ao entrar no real a intensidade aumenta e aumenta o prazer (esta é uma regra mental).

Se você almoçar devagar, prestando atenção no paladar e no cheiro da comida, terá MUITO MAIS PRAZER. Também ficará mais satisfeito por muito mais tempo. Ao contrário, quem come rápido, pensando em outras coisas, de modo automático, sempre ficará menos satisfeito. O usufruto do que é real, a presentificação, a focalização, a não divisão da mente, sempre trarão energia para o corpo e satisfação mais duradoura.

Este é o caminho da mente clara. O caminho do fluir, o Caminho Nobre. A pessoa usufrui o que existe e está disponível, não precisa entrar em stress, nem ativar os instintos de sobrevivência, nem entrar no negativo para buscar o contraste(1).  A mente clara dá intensidade à vida e permite com que ela se renove através do fluir.

 

A pessoa com a mente reativa se “encaixa no perfil: alienado e desvitalizado precisa de um “chacoalhão” para cair na real. Tem gente que precisa perder para aprender a valorizar, não é mesmo? São pessoas alienadas que tem o bom, mas não prestam atenção, não usufruem. São perdedores e desperdiçadores da vida. … Quando a pessoa perde, sente falta. Ou seja, a mente reativa consegue perceber o negativo – a perda. Mas, não está preparada para lidar com o positivo, principalmente com o que é nobre – por isto não valorizam. Elas treinaram a mente para lidar com o negativo, a fim de tentarem se proteger. Não treinaram para permitir o fluir  do que é nobre – amor gerando satisfação, tesão, alegria.” ( ler o texto completo )

A pessoa vai ao parque de diversões e tem muito prazer porque despertou sua consciência e teve a recompensa do alívio. O choque de adrenalina e os opioides são a face química; o medo, a insegurança, o stress são a face emocional deste despertar. Mas, tão logo acabam os estímulos externos o padrão reativo tradicional volta a se impor, e a mente se desvitaliza e aliena. A mente reativa não sabe e não pode manter a consciência desperta.

Para “acordar” a mente reativa terá que gerar tensão, negativização, sentir sua sobrevivência ameaçada, entupir sua mente de pensamentos, provocar ansiedade, angústia, desejar muito, etc. O ciclo terá que se repetir, para que venha o alívio.

A mente que se mantém desperta tem mais prazer, satisfação e aprende a lidar com o que é nobre. A mente reativa, para acordar, precisa do paradigma da montanha russa. O que acontece de modo claro com a pessoa que procura a diversão com montanha russa (gerar o negativo para ter o alívio/contraste), acontece no dia-a-dia das pessoas – de modo menos intenso, portanto, menos claro.

 

(1) contraste: a pessoa que está a vários dias sem comer (situação negativa) considerará uma delícia comer um pão velho. O pão velho gera alívio da fome, por isto gera prazer. Se a pessoa não estiver com fome, não achará o pão velho uma delícia; talvez o considere com gosto ruim. Sem o negativo, sem contraste e sem prazer – esta é a forma da mente reativa funcionar.

 

Autor: Regis Mesquita

 

 

https://www.facebook.com/ocaminhonobre/

 

 

Dica de estudo:
 

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mentalização 4

 

 

Para refletir:

 

Diz o ditado: o sujeito só se lembra do próprio pé quando o sente doer.

 

Às vezes, as pessoas só se comovem com a dor do outro quando se lembram da própria dor.

 

É por isto que pessoas que começam a sofrer tendem a se tornar mais interessadas na bondade.

 

Será que o ser humano precisa do sofrimento para colocar a caridade como parte muito importante da sua vida?

 

Não precisa. Ele tem algo que é muito mais importante que o sofrimento. Ele tem a consciência.

 

A consciência deve ser treinada para se direcionar para o que é nobre, justo e satisfatório.

 

Ajudar ao próximo pode ser uma grande fonte de inspiração para uma vida repleta de boas energias, boas vibrações, satisfações, equilíbrio e realizações.

 

Regis Mesquita

 

Texto originalmente publicado na página do Facebook – Nascer Várias Vezes 

 

 

 

Para refletir 2:

 

Se você despreza o que você consegue, você é um tolo.

 

Não tenha vergonha do que você é. Afinal, com o que você é e tem é possível ser muito feliz.

 

Não tenha vergonha de dizer para todos que seu futuro será muito melhor porque você valoriza o que tem agora.

 

Não tenha vergonha de mostrar que sabe cuidar com carinho de quem está ao seu lado.

 

Não se iniba jamais, pensando que é pouco o que você tem para oferecer.

 

Valorize o que está aqui e agora. Esta é a plataforma de lançamento de novas e maiores conquistas.

 

Portanto, não destrua o que é a sua força.

 

Regis Mesquita

 

 

 

Leia também:

 

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3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Renata Mesquita
    jan 22, 2014 @ 13:22:40

    Agradeço de ❤ o livro!!!estou adorandp! Adoro seus emails! Mil bjos primo😀

    Enviado via iPhone

    Responder

  2. Lucenar
    nov 26, 2014 @ 23:52:09

    Muito bom o site. Em um oceano de informações tolas e sem propósito como é a internet de hoje em dia, uma página como essa merece respeito e divulgação. Quanto a ter uma mente clara poderíamos traduzi- la na prática como ter entusiamo em tudo que façamos na vida, desde algo mais simples até à algo que seguirá conosco para sempre?

    Responder

    • regismesquita
      dez 06, 2014 @ 12:35:08

      Ricardo é mais do que entusiasmo. É uma forma de funcionamento da mente que permite atingir níveis mais altos de consciência. Sugiro que você vá na coluna da direita e clique em Mente Clara. Abrirão vários textos. Estude-os. Você vai compreender melhor.
      Obrigado e esteja sempre conosco.

      Responder

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