Cientistas provam que eles mesmos são pouco evoluídos. Mente clara serve para melhorar a memória.

 

 

 

Por Regis Mesquita

 

Por necessidade profissional leio dezenas de pesquisas científicas. É comum cientistas chegarem a conclusões baseadas em suas mentes reativas e pouco evoluídas. Este texto mostra uma destas conclusões e explica porque ela é completamente falha.
 

A pesquisa em questão serviu de exemplo para a revista Superinteressante (300) explicar a memória do ser humano. Muita gente leu e acreditou, infelizmente.
 

A pesquisa está na figura no início deste artigo, e aqui embaixo está a conclusão prática a que chegaram (leia as imagens).
 

 

Persiga o diferente, dizem eles. Você sabe qual é o preço para as pessoas perseguirem o diferente? O preço é desprezar o que possui e o que existe. É a lógica do consumismo: fique insatisfeito com o que é e com o que tem, procure mudar. Mude seu cabelo, seu amigo, sua camisa, etc.
 

O resultado desta postura é o cansaço, o desperdício, a alienação e a negação. Como é que alguém alienado vai aumentar sua memória? Como alguém desvitalizado e cansado vai melhorar a memória? Ou seja, o que eles propõem é ótimo para diminuir a memória, criar stress, depressão, insônia, etc (observe bem: não estou aqui defendendo a mesmice, estou defendendo o fluir).
 

Vamos analisar a pesquisa de outro ângulo: um sujeito caminha. Ele está preso em seus pensamentos, pois a mente reativa é uma mente inquieta, desenergizada e em busca de alívio. Ele caminha alienado, distante, quase como um robô, até que encontra uma moeda. A moeda é um estímulo que o “desperta” para a realidade; ele se volta para o presente e presta atenção na sua vida e no ambiente.  Este voltar para o presente é prazeiroso e a moeda é uma recompensa – ele sente alívio em sua mente reativa e negativa.
 

O padrão é este: mente alienada do aqui-agora, quando encontra algo que a estimule (recompensa) acorda para a realidade. Ela volta a focar o real e, é lógico, aumenta a atenção e a memorização.
 

Qual a solução? Buscar compulsivamente o diferente ou ensinar as pessoas a migrarem da mente reativa para a mente clara? Buscar o diferente ou desestimular o uso da mente alienada e desvitalizada? Buscar sempre o diferente ou estimular o uso da mente focada no agora e recheada de nobreza? Os pesquisadores sequer entendem o que é uma mente reativa, por isto sugerem a busca compulsiva das novidades/recompensas. Algo assim: “se você tem um ótimo amigo, tome cuidado. Não se acomode, procure novas amizades. Ao invés de encontrar com seu amigão, procure na internet novos vínculos…”
 

Segundo eles, o estímulo do novo é que melhora sua memória. Não é por este caminho que temos que entender a pesquisa. Observe: para deixar de lado seu amigo (um exemplo)  você tem que matar uma parte de você e investir em algo que não existe. Uma solução cansativa e pouco prática. Perde-se os vínculos, o que só aumenta a alienação, diminuindo a memória.
 

Passo importante de uma mente clara: algo positivo tem que gerar outro algo positivo. Isto é o fluir. Explico: se tenho um amigo devo intensificar a amizade, desta forma iremos realizar atividades conjuntas. Ao longo destas atividades conjuntas o processo de mudança acontece. Por exemplo: vou ao cinema com meu amigo. Ele encontra um amigo da faculdade que se junta a nós. Desta forma conheço uma nova pessoa. Este é um exemplo do fluir (intensifico e valorizo o que já existe – usufruo o que é real – desta forma a transformação acontece naturalmente e recheada de positividade). Observe: não busco a novidade, nem o diferente, busco usufruir o que já existe.

 

O segredo está no início: focar o que existe, valorizar o que existe, aceitar e intensificar o que existe. Não focar na mudança e sim na coerência – se tenho um amigo escolho ele. Esta pessoa não precisa de recompensa, pois ele já tem a recompensa e o prazer da amizade. Ele está desperto, presente, portanto não precisa ser “acordado” por uma moeda no chão ou alguma novidade.
 

Observe este texto que retirei da internet:
 

“ …, podem até pensar que sou estranha, mas adoro brigar com meu namorado, pois quando estou brigando já imagino o quanto prazerosa (me entendem?) será a nossa reconciliação… O sexo com meu namorado é sempre bom mas fica sensacional após uma briga. Mas estou ficando com medo desse sentimento pois quando estamos de boa e não rola briga eu sinto falta.”
 

Parece até que a autora do texto leu a mente dos pesquisadores. A briga “gera adrenalina”, ou seja, ela tem uma dose de stress que a tira da alienação e a faz focar no que é real. FOCAR O REAL TRAZ MUITA SATISFAÇÃO.  Ela tem uma recompensa para brigar: sexo ótimo. Sem a recompensa ela volta para a alienação/desvitalização e tudo fica mais ou menos. Não é atoa que ela está ficando “viciada” em brigar.
 

Outro efeito desta dose de stress é intensificar as vivências; sentimentos e sensações ficam muito mais fortes, potencializando o prazer. A mulher descobriu uma forma de “sair da rotina”, brigando com seu namorado. Um relacionamento neurótico, mas que encaixa bem no perfil: alienado e desvitalizado precisa de um “chacoalhão” para cair na real.
 

Tem gente que precisa perder para aprender a valorizar, não é mesmo? São pessoas alienadas que tem o bom, mas não prestam atenção, não usufruem. São perdedores e desperdiçadores da vida. São pessoas que possuem a mente funcionando da mesma forma que estes cientistas.
 

Quando a pessoa perde, sente falta. Ou seja, a mente reativa consegue perceber o negativo – a perda. Mas, não está preparada para lidar com o positivo, principalmente com o que é nobre – por isto não valorizam. Elas treinaram a mente para lidar com o negativo, a fim de tentarem se proteger. Não treinaram para permitir o fluir  do que é nobre – amor gerando satisfação, tesão, alegria.  A namorada poderia ter seu tesão pelo namorado ampliado através do servir, da dedicação ao sexo (sexualidade), através do amar, da atenção focada no corpo, na entrega ao Vazio que amplifica o orgasmo, etc.
 

Uma dica: ela poderia se treinar para usar a mente clara, durante todo o seu dia. Ao chegar o momento do sexo, o corpo estará vitalizado, a mente presente e a consciência já treinada para ampliar – é muito mais fácil ter sexo gostoso assim.
 

Esta relação entre mente clara focada no presente, intensificando as vivências e treinada para lidar com o que é nobre, permite com que cada momento da vida seja especial e repleto de satisfação. É uma vida diferente!
 

Jamais tenha como prioridade procurar o diferente. Sua prioridade deve ser intensificar e focar no que já existe, no que você já conquistou.
 

Tenha metas, para ter direção. Porém, viva o presente, foque o presente, para ter energia, disciplina e boa vontade para construir hoje o futuro.
 

O que a pesquisa mostra é a importância de sair da alienação. Buscar compulsivamente o diferente é reforçar a alienação. 
 

A mente clara permite o fluir, que é muito melhor e muito mais saudável.
 

Mente presente, atenta e saudável é muito mais capaz de memorizar.

 

Autor: Regis Mesquita

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Observação: se quiser ler outros textos sobre a Mente Clara vá até o final do Blog onde está a nuvem de tags. No M estarão os links para a Mente Clara.
 

 

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8 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Patrícia Melo
    fev 02, 2012 @ 14:10:49

    Concordo com seu pensamento regis e, coincidentemente, era isso que eu estava pensando um dia antes de vc publicar isso! adoro ler suas publicações. paz e amor.

    Responder

  2. regismesquita
    fev 02, 2012 @ 17:39:56

    Patrícia,

    obrigado pelo elogio.

    Venha sempre nos visitar.

    Regis

    Responder

  3. Marcelo
    abr 05, 2012 @ 00:27:35

    Regis, não conheço a pesquisa, mas o fato é que niguém despresa as coisas do passado, elas fazem parte do nosso ego, mas é importante saber que pesar em algo direferente é buscar o novo, de fazer um mundo melhor, quem sabe.
    Existem os saldosista e os que sabem que a vida é de agora para diante, o passado é alicerce para o futuro, penas isso. Nossa passagem por aqui é breve e o novo significa viver…
    “…no presente a mente, o corpo é diferente e o passado é uma velha roupa que não se veste mais…” Belchio

    Valeu Regis. Obrigado pela oportunidade do debate.

    Responder

  4. Souraya
    abr 22, 2012 @ 10:28:10

    Olá Régis,
    Estou conhecendo seu blog e esse espaço Caminho Nobre, e estou gostando muito dessa sua energia que é muito clara , leve e positiva.
    Quero agradecer por sua generosidade em compartilhar o seu conhecimento com todos nós que buscamos aprender, crescer e melhorar!
    Muita paz e prosperidade sempre!

    Abraços,
    Souraya

    Responder

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