Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

 

 

Por Regis Mesquita

 

Suponhamos que você esteja em um “beco sem saída”. Pensa, pensa e não encontra solução. Está na hora de inovar, fazer algo que você nunca fez. Está na hora de arriscar.

 

Observe: quando existe uma grande insatisfação é comum buscar o diferente, buscar a primeira vez. A vida está tão ruim que é necessário focar em algo novo para manter a esperança de que algo possa melhorar.

 

E quando a pessoa está plenamente satisfeita? Ela larga o que é bom e lhe satisfaz? Ela busca o novo e abandona o que é bom?

 

O importante na vida é entrar em um estado de satisfação e plenitude. Neste estado a inovação não é o principal, apesar de ser constante.

 

Vamos entender melhor:

 

Uma sociedade que vive de gerar novas necessidades precisa de pessoas insatisfeitas, elas são ótimas consumidoras (e desperdiçadoras) de produtos (1). O vínculo nesta sociedade deve ser superficial, pois a vivência intensa estabiliza a vida.

 

Exemplo: o sujeito tem amigos legais, eles adoram jogar futebol. A amizade e o futebol estabilizam grande parte da vida deles. Porque trocariam de amigos? Será que seria agradável deixar de jogar futebol para jogar críquete pela primeira vez? Se fizessem a besteira de ficar experimentando novas opções perderiam tempo precioso para vivenciar níveis muito mais importantes: a amizade, a confiança, o carinho, o respeito, a dedicação, o apoio mútuo, a troca intensa de conhecimento e oportunidades, etc.

 

Tudo o que é “mais profundo” no ser humano acontece quando a vivência é intensa. Esta repetição/aprofundamento é fundamental para uma vida intensa e plena. Em todas as situações as pessoas devem agregar e ampliar o que é nobre para colherem mais benefícios.

 

Nobre é: amor, carinho, respeito, apoio mútuo, compaixão, compreensão, aceitação, etc. Quando existe o que é bom (como no exemplo dos amigos) o foco da vida não deve ser direcionado para o que é externo (fazer algo novo). O foco deve ser direcionado para ampliar o que é nobre. A vivência intensa se encarrega de gerar o novo.

 

Ninguém controla tudo o que acontece na própria vida

 

Ofertar sempre, para continuar vivendo bem

 

Aceitação: tempo para aprender com as situações da vida

 

O esforço mínimo está em fazer bem feito

 

A sociedade incentiva as pessoas a olharem “para fora”. Isto é muito ruim quando se torna a prioridade. Quando este olhar para fora está em segundo plano é importante. Exemplo simples: você caminha pela rua com a pessoa que você ama e fica neurótico com a segurança. A prioridade passou a ser a segurança, o que não é bom. A prioridade deve ser usufruir do amor, mas sem esquecer a segurança. Amar envolve riscos, sempre.

 

Quando você sentir vontade de fazer algo diferente pare e pense. Primeiro você deve se lembrar do que é realmente importante para você. Pense onde e para quem poderia ofertar o que você tem de nobre. Pense em como intensificar suas amizades, seus estudos, seu apoio a alguém, seu vínculo com sua mãe, etc.

 

História real: ele gostava muito da esposa. Gostava tanto que queria levá-la para conhecer a Espanha. Ele parou e refletiu: se eu gosto tanto dela, porque gasto tanto tempo no computador? A decisão estava tomada – ele ficaria mais tempo à disposição dela. Poderia tocá-la mais, escutá-la mais, acariciá-la mais, observá-la mais, ajudá-la mais. Ele ampliou sua satisfação e o bem estar atingiu um grau muito maior (de graça e com pouco esforço).

 

O mais importante: a vida intensa abre as portas da mente. A vibração muda, as experiências interiores mudam. Valores nobres expandem a consciência, geram reações nobres em nosso corpo e nas nossas atitudes. Valores nobres geram sabedoria e produzem grande bem estar.

 

A “viagem” que dura mais e gera mais benefícios é a vida que se torna intensa por ter muita nobreza ativando-a. É a viagem de expansão da consciência, que desafoga o canal de comunicação entre o espírito e o ego, entre o que é pessoal e o que é transpessoal.

 

A inovação é superimportante. É mais importante para quem faz tudo errado ou para quem está em crise. É menos importante para quem está na vida plena. Também tem sua importância para quem está na vida plena, eficiente e intensa. Espíritos em evolução devem aprender, aprendizado significa mudança. Aprendemos muito com os outros, com livros, com experiências. Para quem gosta de regra: 95% de foco em intensificar a vida e 5% em inovação.

 

Lembre: a imensa maioria dos aprendizados espirituais que precisamos está relacionado ao uso intensivo do que é nobre. Esta é a razão de estarmos encarnados. Nosso corpo e perispírito foram preparados para responderem positivamente a este caminho.

 

Pessoas muito humildes, criadas em ambientes sem grandes conhecimentos, podem se tornar sábias e evoluídas. São pessoas que usaram e agregaram muita nobreza em suas vidas. Qualquer vida, em qualquer lugar, pode servir de plataforma para a conquista de sabedoria e evolução pessoal.

 

(1) O desperdício acontece assim. O sujeito jogava futebol, depois tênis, depois andava de patins, etc. Sempre comprando e abandonando os aparatos para jogar: raquete de tênis, patins, bola de futebol, etc. Cada desejo significa o abandono de algo, seja um objeto, seja um grupo de amigos, etc.

 

Autor: Regis Mesquita

https://twitter.com/saberespirita

 

 

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Frase de Confúcio

 

 

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