Aprenda a tolerar um pouco de sofrimento para fortalecer sua mente. Mente forte é mais preparada para evoluir e conquistar objetivos.

 

 

tolerar sofrimento

 

 

 

A mãe de João reclamava que ele era uma criança que não parava de brincar nem para comer.

Ou seja, João sentia o incômodo da fome e não mudava seu comportamento e nem sua felicidade.

Anos se passaram e a mente de João mudou. Ele já não brincava tanto e ia até a cozinha comer com bastante frequência.

João aprendeu a não tolerar o incômodo da fome (ou do desejo de comer).

O que aconteceu com João, acontece com muitas pessoas: aprendem a viver com pouquíssima tolerância com o desconforto.

O que mudou na mente do dele?

Quando criança o foco estava em brincar, sorrir, ser feliz, estar junto com os amigos.

Qualquer incômodo, originário de alguma necessidade ou desejo, era desprezado.

Era muito alto o limiar para que o incômodo produzisse uma mudança de comportamento.

João cresceu e sua mente mudou. Ela passou a responder/reagir a qualquer incômodo.

O foco da mente passou a ser o alívio.

Ele sente prazer em acabar com o incômodo; mas, há um preço a ser pago: o foco dirige-se para o que é negativo.

A mente passa a focar e prestar atenção ao que gera algum tipo de desconforto na emoção ou na vida da pessoa. (Antes João focava a brincadeira, a felicidade, os amigos…)

As pessoas se irritam facilmente no trânsito. Elas estão treinadas para ficarem valorizando e “remoendo” todos os eventos negativos. Isto desgasta, gera ansiedade e irritabilidade.

Eventos que passariam despercebidos são notados e elevados a centrais na mente das pessoas.

Por outro lado, quem tem paz no coração tolera os incômodos e, as vezes, nem percebe sua existência.

Maria foi uma pessoa nervosa, mas mudou.

Com treino ela aprendeu a viver em paz, com a mente serena e neutra.

Estava dirigindo e um carro entrou na frente dela, bruscamente.

Seu marido disse: “você parece uma mosca morta. Nem se importa do outro ter entrado deste jeito na sua frente”.

Foi neste momento que Maria percebeu que o outro motorista havia sido indelicado no trânsito.

Ela disse para o marido: “eu estou feliz, calma e serena. Você é quem está perturbado…”

Maria aprendeu a tolerar desconforto e, com isto, mantinha sua mente serena e focada no que é nobre.

Ganhava  a paz enquanto seu marido queria a “guerra”. Era a satisfação versus a irritação.

O marido não se conformava com a ausência de reação da esposa. Ele sofria e precisava de alívio. Conseguiu se aliviar xingando o outro motorista.

Ele treinou sua mente para viver intensamente o incômodo, pois esta é a forma de chegar ao alívio.

Maria, ao contrário, treinou para manter a mente serena e satisfeita.

O que você produz é o que você treina e fortalece.

Se você treina sua mente para ter prazer prioritariamente com o alívio, terá que ter antes uma amplificação do incômodo.

É um preço ruim: prestar atenção ao incômodo, deixá-lo dominar a mente, amplificá-lo, para ter o alívio.

Esta é a vida que mais e mais pessoas estão escolhendo.

Maria seguiu sua vida satisfeita, emanando vibrações nobres. Com este estado de espírito é mais fácil a paciência e a reflexão para solucionar problemas.

Seu marido seguiu irritado. Com este estado de espírito é muito fácil ficar nervoso.

Um positivo tende a gerar outro positivo e um negativo tende a gerar outro negativo.

 

Fernando ia estudar de boa vontade. Pensava: já que tenho que estudar vou aprender o máximo que puder. Um positivo gera outro positivo.

Com tanto positivo, Fernando aguentava em paz qualquer incômodo que surgisse.

Já seu irmão…

O irmão levantava toda hora para ir ao banheiro ou para tomar água.

Não se concentrava, pouco aprendia e achava tudo aquilo um desmotivador.

O irmão esperava o momento de alívio quando não mais estudaria.

Com a insatisfação amplificada e o aprendizado diminuído, só sobrava a opção do alívio (deixar de lado o aprendizado para fazer outra coisa qualquer que não seja incômodo).

 

 

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Existem dois conceitos importantes para operacionalizar a tolerância e a satisfação contínua: contrato social e fator mínimo.

Contrato social: é o sentido mais nobre do que se faz. Um professor deve ensinar. Ele é pago para isto. Existe, portanto, um contrato social no qual o papel do professor é ensinar.

Todas as situações da vida possuem seu próprio contrato social (dou este nome em homenagem ao filósofo Jean Jacques Rousseau).

Ao perceber qual é o contrato social você terá a direção das ações que gerarão mais satisfação e realização. Satisfação e realização ajudam muito na tolerância ao incômodo.

Fator Mínimo: diz respeito à parte central da escolha da pessoa. Se a pessoa come, o fator mínimo é sentir o paladar. O fato mínimo é aquilo que gera mais satisfação porque gera comportamentos e ações eficientes e grandes aprendizados. (clique aqui e escolha um dos textos que explica o que é Fator Mínimo.)

Se você quiser voltar a ser uma pessoa que tolera o incômodo, terá que voltar a gerar satisfação através do bom uso da sua mente.

Quem tem boa vontade, por exemplo, se estressa menos. A vida fica mais prazerosa e os incômodos deixam de ser significativos.

São milhares de situações que provam que sua atitude interior é que determinará o quanto você sofrerá ou terá satisfação.

Voltar a tolerar os incômodos da vida só pode acontecer se você voltar a priorizar a satisfação constante e abandonar a ilusão do alívio.

Treine sua mente. Torne-a mais forte para estar bem mesmo em situações nas quais outros irão sofrer.

Ajuda ter a mente neutra, sem ruminar pensamentos. Também ajuda desenvolver qualidades nobres. Entender qual é o Fator Mínimo ou o Contrato Social em cada situação é fundamental.

 

Regis Mesquita

https://twitter.com/tvidaspassadas

 

 

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6 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Devanir Corrêa
    fev 03, 2015 @ 19:41:43

    Ola, Regis. Ótimo texto para lembra-nos, uma vez mais, a não perdermos tempo com coisas que não mudam a nossa vida para melhor, apenas nos remetem à estagnação. Também gostei da dica sobre o contrato social e o fator mínimo.
    Abraço. Devanir

    Resposta

  2. Maitê
    fev 26, 2015 @ 14:00:05

    Texto muito bom. Nunca havia percebido o quanto concentro meus pensamentos ao alívio final, à recompensa. Identificar essa atitude é o primeiro passo. Obrigada.

    Resposta

  3. Fabiola
    ago 28, 2015 @ 17:43:28

    Pf como faço para ter todo este material
    Minha Internet não é muito boa nem sempre consigo abrir para ler
    No livro “Nascer várias vezes” tem os textos acima
    Preciso muito

    Resposta

  4. Nivaldo
    out 07, 2015 @ 02:22:36

    Regis,

    Eu, na maioria da vezes, sou uma pessoa de má vontade, mas não fui sempre assim. É possível buscar na memória e relembrar em que época da vida, e por quê, eu passei a não tolerar os incômodos tornando-me o ser quase amargo que sou hoje ?
    Grato pela ajuda.

    Resposta

    • regismesquita
      out 14, 2015 @ 13:33:44

      Nivaldo,
      é possível buscar dentro de você as razões para você perder a ligação com a energia e vocação interior. Esta mudança é que torna mais comum a migração para a má vontade.

      Resposta

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